QUANDO ME FIZ HOMEM , CHOVIA.



                                                                         
Lembro que, como um todo, meu corpo já não era mais o de uma criança.Agora já não preferia mais a exclusiva amizade de meninos.Queria as meninas,conversar e tocar nelas, sentindo a diferença da maciez da sua pele em relação a minha.De forma demorada percorria o contorno dos seus olhos, o volume daqueles cabelos,e fazia um ponto de parada obrigatória nas suas bocas.Isto me excitava.Impreterivelmente.Os lábios delas pareciam estar sempre,convidando os meus.Os via entreabertos e molhados.Era a boca  dos meus desejos.Ali começava o corpo de uma mulher.E tinha a certeza de que os desejava por impulsos incontroláveis de força interna que explodia,avermelhava meu rosto,queimava a ponta das minhas orelhas,acelerava minhas batidas cardíacas.Era tudo muito novo.E o novo amedronta.Minha vida agora seria diferente daquela que brincava sob o reinado infantil.Acabara minha inocência. Olhava para os ventres delas e pensava como nós tínhamos o poder.De nós dois, mas um viveria.Uma irresponsável euforia que me arremessaria sobre corpos ávidos daquilo que eu desejava, também.Era um adulto.Quando eu me fiz homem, chovia.Eram as minhas próprias lágrimas que molhavam o chão da minha vida.E escorregando aqui e ali,acabei conhecendo o amor de uma mulher.Era mais do que uma boca, um ventre.O amor de uma mulher seria a minha própria vida.Então morri muitas vezes.E sempre que renascia, nem me lembrava do tombo anterior.Assim foi e continua sendo até agora.Mas,neste momento,parece que não é só uma chuva que se aproxima,mas talvez as intensas águas de um intenso temporal.
Adultos tem que aprender a  conviver com os seus temporais afetivos.

JULGAMENTO DE TEMER VIRA UMA GRANDE SACANAGEM!

E COM MOMENTOS DE MUITAS RISADAS E DEBOCHES...


                                            
DO POVO BRASILEIRO É LÓGICO!!!

ESTE É O PADRÃO FEMININO QUE SE QUER!






Sempre defendi a tese de que a verdadeira emancipação da mulher na sociedade tem que ser conquistada através de um conjunto de conquistas nas mais diversas áreas sociais que lhe dê :identidade cultural feminina própria!
Houve durante muitos anos, antes e posterior, as lutas pela emancipação feminina tanta incompreensão e exageros, além de um falta de visão e objetivos específicos para que a mulheres assumissem verdadeiramente o seu lugar que lhe pertence na sociedade, que , num determinado momento ser uma mulher emancipada era poder fazer tudo aquilo que o homem fazia!.
Não é, até por razões biológicas!
Porém vieram os movimentos feministas que pregavam o sexo livre,a liberdade de falar de maneira inapropriada com frases cheias de palavrões e impropérios, com gestuais extravagantes, liberdade para a mulher trabalhar seu corpo em academias transformando-as em verdadeiras bundas de aço, coxas com a dureza de um poste,barrigas de tanquinho masculinizadas e seios de silicone, enormes e outras tantas inutilidades.
Diziam que lutavam pela liberdade que tinham conquistado e agora,escolhiam os homens em qualquer lugar para fazerem sexo com eles, frequentavam "bailes" semi-nuas e sem calcinhas,faziam aborto a cada dois meses, usavam roupas de homem,falavam como homens, palitavam os dentes em público como os homens, enchiam a cara de álcool como os homens e saiam dos banheiros ainda fechando o zíper, exatamente como fazem os homens!
Ou seja, tudo aquilo que criticavam no machão passaram a fazer como verdadeiras machonas!
Porém, continuaram a ganhar menos que os homens nas empresas, a serem discriminadas para cargos de chefia e depois da jornada de trabalho, ainda tinham uma tarefa muito maior como dona de casa e mãe.
Ou sejam lutavam só por quinquilharias e bugigangas sociais e o verdadeiro mérito da questão das verdadeiras lutas,  sempre fora esquecido.
Nesta revolução da mulher, justíssima, imprescindível e sem contestação, infelizmente um grande percentual de mulheres continuam simplesmente a imitarem aquilo que sempre condenaram nos homens, ou seja não desenvolveram, nem trabalharam por uma identidade feminina cultural própria, e agora posso demonstrar o que sempre esperei como resultado desta merecida, intensa e inadiável revolução da mulher na sociedade contemporânea:

                                                                                  
E neste exemplo que descreverei está toda a minha filosofia de conquistas que uma grande parcela das mulheres não perceberam .
Vou citar o exemplo e sem maiores comentários: 
A senadora australiana Larissa Waters celebrou nesta terça-feira que sua filha Ali Joy, de 2 meses, fosse a primeira bebê a ser amamentada no Parlamento do seu país. A representante do estado de Queensland levou consigo a segunda filha na volta ao trabalho e não se intimidou ao alimentá-la durante uma sessão de votação.
No ano passado, o Parlamento aprovou uma regra que permitia mulheres a amamentarem nas câmaras. Antes disso, crianças eram vetadas nas salas do poder australiano e as mães senadoras deveriam votar por procuração no período de amamentação. Larissa liderou a reivindicação por mudanças. Agora, pais e mães são autorizados a cuidar dos pequenos no Parlamento. A Câmara dos Representantes tomou iniciativa semelhante.
"Muito orgulhosa que minha filha Alia seja a primeira bebê a ser amamentada no Parlamento federal! Nós precisamos de mais mulheres, mais pais e mães aqui", celebrou Larissa Waters.


                                                                           

E O SORVETE ERA CHICA-BON .






O mundo era preto e branco. Dont be cruel, é com Elvis Presly. Copacabana vazia e João Gilberto cantando "Ho-ba-la-la".

Nara, Boscoli e Litlle Richard.Carros pretos importados. Cadillac o mais extravagante, bonito e sensual carro já fabricado no mundo. De preferência conversível, tipo Eldorado Biarritz, o sedan 62 DeVille, o outro sedan Fleetwood sixty Special. Estes carros estavam em perfeito estado, até o inicio da década de 80. A Chevrolet em 69 lançou um “carrinho” fantástico: Camaro ZL1 duas portas e laterais cromadas.

Maiôs eram bem comportados.A mulheres faziam permanentes nos cabelos.Só me lembro muito vagamente...

Bob Dilan e Mr.Tambourine man.

Coisa mais bonita é você assim...
Tijuca é o Alto da Boa Vista. Porém,sou mais o Grajaú.Afinal todas elas moravam lá.Carlos Lyra toma carona de bonde.Só andávamos nos estribos.Coisa de adulto!

                                                         

Heartbreak Hotel é de 56. Eu era muito miudinho. Mas, já escutava Elvis Presley. E Rock around the clock, com Bill Halley and His Comets. Bem aí eu estava quase nascendo para o mundo. Quebrando o cinema carioca, na tijuca. Nas matinês.

E para baratinar mais ainda minha cabeça, lá vem: E Deus criou a Mulher. Brigite Bardot a inspiradora dos meus primeiros e solitários prazeres. Copacabana continuava vazia.

Os bondes eram superlotados. A vida tinha cheiro de flamboyant. E as lotações?Vieram antes ou depois. Depois é lógico.Será? Rua Nascimento Silva 107, apto 201, Tom volta para Copacabana. E eu também estou voltando no tempo.O ano? 1954. Eu ainda era miudinho. Só se nascia depois dos 18. Antes eram só espinhas.

 Nas ruas tinha uma árvore que dava umas frutas amarelas com uma “sica” danada. Não me lembro o nome. Agora lembrei: oiti. Mais tarde eu, e mais três amigos fizemos um conjunto de rock: The Four Bad. Um deles tocava violão e cantava, o resto era o coro. Então, eu era o resto.

 Menina só usava saia. Saia abaixo da canela. As saias subiram, muito mais tarde. Sei lá quando.Mais era o maior barato.Cada coxão! E Chuck Berry ainda não foi apresentado por quê? E com vocês: (não posso ser ingrato) Jerry Lee Lewis, cantava Great Balls of Fire. Mas é na música Only You  que ele faz o solo de piano mais bonito que já ouvi na minha vida. E olha que eu já ouvi muitos solos! Casou-se com uma sobrinha. A menina era quase uma recém-nascida. A carreira dele fez água. O conservadorismo norte-americano o destruiu, algumas vezes. E ele enchia a cara de álcool.

Elvis começou a tomar um monte comprimidos. Uns para dormir, outros para ficar acordado. Isto no final. Final de uma carreira incomum. Elvis Não morreu. Desculpe o lugar comum. Perfume? Deixe-me lembrar... Fácil: Lancaster, mais popular e Bond Street, este pegava mais pesado. Era mais caro. E a gente não colocava perfume. Tomava banho de perfume.Todas as meninas eram virgens.


E como se fazia sexo? Pela ordem? Então vamos lá: com as empregadas domésticas, prostitutas, uma ou outra - mais uma ou outra mesmo! - mulher que dava mole. E qual a mulher dava mole, naquela época? E as namoradas? Não gosto nem de lembrar. Que dor!  Era uma dor mais em baixo. Eu me despedia das minhas namoradas com uma dor latejante!

Baden Powel, Edu lobo, Elis Regina. Acho que estou misturando de novo. Valeu! Faz-se um belo suco de saudade, extraído nesta centrifuga do tempo. Dá para misturar à vontade. As roupas tinham muitos botões. Eu tinha uma camisa amarela que usava no conjunto de rock que era um sucesso. Os botões eram pretos. E eram muitos. O instrumento era o violão. Quem não tocava violão, estava aprendendo. Para tocar rock no violão era necessário saber apenas, uns quatro ou seis acordes e estávamos conversados. Quem complicou muito o violão foi a bossa-nova.

                                                                     

Aliás, a bossa nova - apesar de ter sido a música que encheu de sons, tudo de bom da minha vida - tinha alguns sérios problemas que nunca foram resolvidos. Quando as caras tocavam todo mundo tinha que prestar atenção. E sentados. Não se dançava bossa-nova como bossa nova. Quem tentou criar uma dança específica foi um bailarino americano chamado Lennie Dale e que, também cantava. Mas não pegou. As mulheres até que começaram a ensaiar. Mas os homens se consideravam muito machões e a coreografia da dança exigia que se desse umas reboladas. Afinal eu sou de uma época que poucos homens rebolavam. É verdade!

Mulher trabalhava preferencialmente, como professora primária. Todo primeiro emprego do homem era como bancário. O que eu posso fazer. Quer que eu minta? Aí o mundo começou a entrar em outros tempos. Vieram os Beatles e um monte de gente atrás. E acabou, hoje dando nisso. Ouçam: o funk Espanhola - porque eu ainda não tenho coragem para escrever algumas poesias contemporâneas , como as da cantora Tati Quebra Barraco. Chega de saudade. Mas, a realidade, é que sem ela não sei viver.

                                               

UM DESABAFO NA ALVORADA E APESAR DO ALVORADA.




Salve São Jorge para quem é de São jorge, Salve Jorge para quem é guerreiro, Salve Jorge das tradições africanas, Salve Jorge padroeiro da Cavalaria do exército brasileiro,dos escoteiros,da Policia Federal do Rio de Janeiro e de países como Portugal e Inglaterra.
Enfim ,Jorge para todo os gostos e sentimentos!
Salve este  simbolo de guerreiro no momento que uma quadrilha montada nas suas mulas de roubalheira,cafajestes e canalhas brasileiros entre eles políticos malfeitores e patifes e empresários canalhas que vendem e negociam as próprias mães para ganhar uma concorrência de uma obra de onde irão roubar bilhões do povo brasileiro, da saúde, educação,enfim...
E estes partidos políticos espúrios de cafetões do Brasil devem ser extintos e criados outros que representem o nosso orgulho de sermos brasileiros.
Espada de Jorge, o Guerreiro que haverá de enfiar goela à dentro e que deverá derrotar  estes patifes,ralé da nacionalidade brasileira,gentalha desqualificada que depois de pegos em delito flagrante optam por delações premiadas e fazendo pose de vitimas enganadas para não apodrecerem nas cadeias como deveriam apodrecer, junto com estes políticos moleques e infames  que, fingem não ter resistidos aos bilhões oferecidos por esta classe de empresários malditos que, juntamente com os nossos piores governantes levaram a bancarrota a nação brasileira.
Empresários e políticos malditos!
Quem é pior do que quem, ninguém sabe, até que ponto estes corromperam aqueles ou aqueles corromperam estes?
E o mais abominável é ver estes velhacos de cabeça branca babando nas gravatas com suas próstatas hiperplásicas e quase degenerando em doenças piores de consequências fatais e que deveriam estar cuidando de netos, empresários e políticos caquéticos falando como verdadeiras vitimas nas delações premiadas exibidas durante horas em jornais à nível nacional, o que ninguém  aguenta mais.
Políticos e empresários malditos terão na espada de Jorge, o Guerreiro a resposta por terem sido os traidores maiores da pátria deste a grande traição de Joaquim Silvério dos Reis o delator de Tiradentes.
Goelas largas, mãos podres e consciências despudoradas.
Prisão de muitíssimos anos para estes empresários delatores e os políticos vagabundos.
Cristo,filho do Deus poderoso,olhai por nós!

OS BRASILEIROS ESTÃO FAZENDO MENOS SEXO???


                                                                               


Fazendo uma atualização do noticiário nos principais sites noticiosos e jornais online, nos deparamos com a pesquisa: "Brasileiro faz cada vez menos sexo", publicada no O DIA online e de responsabilidade do Instituto do Casal.
Analisaremos de um dos muitos percentuais no qual verificou-se que para 73% dos casais a vida sexual tinha piorado, apesar de vocês acharem que fiquei maluco,ficamos exultantes em saber que para uma expressiva quantidade de 27% continuavam fazendo.
Explico: Existe hoje no Brasil aquilo que eu chamo de Conjunção Catastrófica de Malignidades que tem através da mídia brasileira sua repercussão maior, ou seja, parece que combinaram para que tudo que pudesse acontecer de pior ao país, explodisse nestes últimos meses sob a égide e coordenado pelo maligno e diabólico Senhor do Mal.
Quando antigamente se falava que um presidente da republica estava entalado até o pescoço por uma negociata infame com um Fiat Elba de valor irrisório e por aquela razão teria sofrido impeachment , achamos que,atualmente milhão de dólares destinado a comprar políticos virou esmola de última categoria.
Só se fala em bilhões distribuídos para a imensa maioria dos partidos políticos sem exceção e os noticiários quando não falam de roubalheira, falam de roubalheira e para não sermos injustos outros falam também, de roubalheira da classe politica e empresarial .
Entre uma desgraça e outra acrescentam estupros de crianças,assassinatos de amantes,mortes as centenas de policiais e criminosos,fotos e videos inacreditáveis de violência urbana  e o escambau!
Quando já não aguentamos mais desta realidade aí sim, outro noticiário mais diversificado invade nossas casas e desta vez é para dizer que estamos comemos carne podre!
Como assim?
Pois é, conluio de fiscais e frigoríficos colocam papelão nas nossas ingênuas salsichas e entopem de água aquele frago inocente com muita água para aumentar-lhe o peso.
E apesar desta Sodoma e Gomorra moral 27% dos brasileiros ainda continuam fazendo sexo!
A pesquisa tenta chamar a atenção para os 73% que não fazem mais, porém, do ponto vista da realidade brasileira aqueles que continuam fazendo para os que fizeram a pesquisa, deveriam ser internados por estarem com sérios distúrbios de conduta!
Depois disto disto, apesar disto tudo, sabedor disto tudo e vendo seu salário acabar entre o dia primeiro e quinto de cada mês e ainda saber que o governo anuncia que as aposentadorias futuras serão só para aqueles que completarem cem anos de contribuição previdenciária e terem cento e vinte anos de idade, e continuam a fazer sexo, estes seres humanos seriam absolutamente doentes,anormais sob todos os aspectos e merecedores de estudos profundos pela Organização Mundial de Saúde!
Sei que a pesquisa quis demostrar que o brasileiro, notadamente conhecido como "bom de cama" tenha caído dela.
Mas, muito pelo contrário eu lhes afirmo que, somos verdadeiros búfalos e búfalas no cio, eternos amantes latinos,insaciáveis predadores sexuais pois, apesar do mundo estar acabando, os homens não deixam murchar sua virilidade e as mulheres de continuar abrindo generosamente a inigualável fonte de prazer humana.
Então, a grande verdade é que a imensa maioria,está se deixando impressionar por muito pouco!
Quer que eu minta?

ESTOU FELIZ POR AQUI.



                                                                         
                                                                                             



É verdade, feliz! 
Afinal debaixo daqueles entulhos de problemas saíram finalmente , os materiais limpos, reluzentes e maravilhosos dos mais puros sentimentos e atitudes que sempre esperei encontrar depois de ter mergulhado fundo em tanta sujeira, daquele lixão abominável que deixei para trás.
Sempre costumo dizer que se quisermos em alguns casos nos decepcionarmos inteiramente com as pessoas basta que, a conheçamos em profundidade.
E esta relação de profundidade incluiu ver escovar os dentes, ver sentada no vaso sanitário, acordar juntos na mesma cama e perguntar quem vai tomar banho primeiro.
Não precisam ser muitos anos, podem ser poucos dias ou algumas horas é verdade, talvez bastem ,para aquele céu azulado  e pintado de azul com infinitos pontinhos brilhantes e latejantes sobre a nossas cabeças , se transformem numa chuva de desilusões que jamais esperaríamos..
O ser humano é bom, nasce bom e continuará bom, se encontrar afetivamente, uma outra pessoa que o faça feliz.
E agora é que entramos no túnel interminável das explicações do que é a felicidade, túnel que às vezes começa no nada e termina em lugar nenhum.
Felicidade pode ser chegar mais cedo ao encontro ou mais tarde só para deixar a outra pessoa ansiosa.
Felicidade é também o simples fato de ter acordado,poder olhar ao redor,saber que ainda estamos vivos,sentir pela manhã o aroma inconfundível do café feito na hora e se estiver chovendo, os barulhos dos pingos da chuva sobre as folhas e, se acompanhados, podermos nos enroscar no corpo que quer com o nosso corpo, fazer o mesmo!
Estou feliz por aqui e as razões são muito pouco objetivas, não saberia descrever as causas, analisar pontos e muito mesmo acreditar que sei porque o dia será maravilhoso.
Estaria mentindo para mim mesmo pois, não sou profeta, vidente e muito menos sensitivo e se querem saber nem gostaria, pois nada mais formidável nesta vida do que constatarmos que o inesperado nos fez um surpresa.
Nada planejado, sem planilhas, máquinas de cálculos ou avançados programas de computação, e sim, coisas que acontecem porque pensamos, sentimos chegar e de repente bate a porta da nossa existência alguém, cujo sorriso no fará querer ser imortais para nunca o perdermos.
Da última vez que isto aconteceu, alguém que bateu a minha porta, vestindo uma blusinha branca,uma pantalona preta e sorriu tão lindo que hoje estou feliz por aqui pois, minha vontade é a de ser realmente, imortal!

A CRÔNICA QUE JAMAIS PUBLICAREI.

                               

                                                                     
Entre os inevitáveis destroços do desabamento prematuro e a esperança de uma reconstrução futura em bases outras -porém de sentimentos os mesmos, com formas diferentes, modelos distintos e amor igual -vou por aqui sacudindo a poeira, escorrendo os lamacentos vestígios que chegaram à alma que ficou muito feia.
Nem sei se darei a mim mesmo a chance de recriar,acho que perdi o trem,o minuto agora já é inevitavelmente o anterior e as horas são outras e de um dia que foi ontem.
Como pensar no amanhã se tudo é pretérito e os deuses conspiram de cara amarrada, bufando vingança e exigindo reparação?
Batem as portas dos meus erros mais inconfessáveis e pedem indenizações muito altas e que eu não as poderia cobrir com este meu esgarçado e sôfrego orçamento afetivo que restou.
Céu negro, de nuvens acomodadas em linhas de instabilidades iminentes vai desabar e nem guarda–chuvas providenciei e o que é pior, será intensa e sob forma de um temido temporal raivoso, exigindo um teto e de concreto armado para me proteger.
Vasculho em volta, não tem nenhum, nem concreto e muito menos um teto!
Estou em meio ao descampado das minhas ruínas, sem nada no qual eu possa abrir uma porta ou fechar em segurança, muito menos ter um abrigo para proteção.
Olho para o alto e ouço uma voz,são os ecos da minha consciência e muitos pássaros voando,eles correm, fogem também,da tempestade que vai chegar, serão correntes de ar desastrosas quentes e devastadoras levando tudo de roldão,estapafúrdia antevisão dos Quintos dos infernos que Dante Alighieri já havia descrito, em poemas, nesta vida insensata da nossa Divina Comédia!
Treme o chão, e até Smetana pai musical do Rio Moldava, espanta-se pois são águas que avolumam-se por terra com uma fúria que jamais sua imaginação naquele rio criado e imortalizado em peça clássica, poderia imaginar.
Em posição humilde de genuflexão, dobro joelhos e encosto o rosto no solo frio,árido,e de repente tenho a impressão que havia achado a beleza de um rosto perdido a encontrar o meu.
Não era, é sim um Lírio do campo, presente do único Deus,esse menos raivoso,furioso,irritado vingativo e não clamava por retaliações inevitáveis e acolhia assim minhas ultimas forças,derradeira vontade de unir amor e paz,flor e canção,perdão e aceitação.
Um canto Gregoriano invade meus ouvidos, são todos em tons de sopranos e suas variações mais próximas, todos com lindas modulações de um cantar angelical, acima da terra,do bem e do mal,do certo e do errado,apenas que eleva, chora contrito , pesaroso e envolve,estende a mão e no palco daquela grande performance,desancoro e desaferro daquele porto de triste solidão.
-“Existe um mundo menos cruel, exigente, inflexível e desumano ,sim” -retruco para a acidez das cobranças férreas de mãos implacáveis e seus tacapes impiedosos que decapitam cabeças.
Então, o céu volta a ter um azul condescendente e acolhedor.
Nuvens agora, são imensos blocos de algodão suspensos e leves.
Estou próximo a um altar ou seria uma mesa consagrada aos sacrifícios religiosos?
É uma gruta,escura com muitas chamas de velas, nas pouca iluminação.
Forço a visão, concentro o olfato que encontra o odor de cera e desperta , agora sim,uma maravilhosa visão de um santo.
Que santo?
Espera... É com certeza , São Judas Tadeu!
Abraça-me com ternura e atrás dele em uma parede, um número mágico e iluminado:301.

Estou em casa!

EU. (ACHO).

                                                                           


 Não sou cubo, não sou poliedro,muito menos triângulos cheio de lados pois, quando olho, olho é de frente, sem ângulos de soslaios,hipocritamente sextavados,esquizofrênicos ,difusos e disfarçados entre muitas faces, como quisesse me esconder entre quinas pontiagudas, as minhas fraquezas.Sou humano, mas não sou torpe!
Portanto, falo de frente,erro mais não me escondo em noventa , cento e oitenta ou trezentos e sessenta graus de sumiços oportunos de comodidade,fugindo do cara-a-cara.
Minha geometria de vida é plana,o que me facilita pisar no chão com segurança,sem resvalos, por esta razão, tropeço menos e quando caio não espeto em mim o que não devo.Tenho poucos espinhos cultivados no caule da minha vida.
Aprendi desde cedo e disto tenho a certeza de que, as crianças quando caem machucam rostos, joelhos, braços, e eu como adulto quando caio, firo a alma, e a esgarço provocando descontinuidade naquela frágil e sempre ameaçada integridade da sua forma. E como não vendo minha alma ao diabo-tendo como moeda de troca meus habituais e possíveis desvarios - procuro mantê-la intacta.Sou humano, mas se erro não fujo.
Afinal,sou o que me deixaram!
Tenho certeza da minha pequenez e sou menor do que os Lírios do Campo, de qualquer uma das sete ou dez maravilhas do mundo ou do que um sorriso banguela de inocência de um bebezinho que acabou de chegar . Este sou eu. Megalomania não faz meu tipo!
Porém, sou muito maior do que a ingratidão, a violência e esta injustiça social entranhada nas vísceras perversas dos desequilíbrios entre esses e aqueles,aqueles e aqueles outros.
Nunca fomentei a injustiça social provocadas por mutretas e roubalheiras daqueles cujo caráter é ostentarem uma riqueza surrupiada de terceiros e sempre com a justiça batendo às suas portas.Não dormem e se dormem, em geral tem gastrites que os atormentam e vísceras outras que por dentro,lhes incomodam.
Eternos condenados!
Sou produto de uma eterna vontade de ter senso critico,o que me ajuda muito quando o interlocutor é generoso e prejudica demais, quando diante de inescrupulosos falseadores que vivem fugindo à procura de buracos e esconderijos, infelizmente sempre deixando seus rabos de fora.
Olhem para os presídios!
Quando em noites de lua, sempre reverencio os rostos das mulheres mais próximas,as escolho pelo caráter, jamais pelas contas bancarias,abomino o cafetão e se chove cubro-as com meu tórax, e na praia, abro mão da barraca protetora pois, quem as cobre é meu corpo.Nos jardins da vida,prefiro as rosas!
E como sei que as flores murcham , no sol forte,meu instinto é de proteção!
Sou a antítese, o desconforto das piadas sem graça,o emaranhado de fios que sobram atrás do computador, a colmeia barulhenta e desorganizada após uma certeira paulada que a desfaz matando a abelha-rainha. Sou aquele que não tem medo que o feitiço se volte contra o feiticeiro e que nunca se satisfez com trinta moedas amaldiçoadas que chegam com aquele eterno sabor ácido do fel de ingratidão e traição. Fico com o sabor de mel! 
Prefiro o pouco,mas gosto dos bons gostos e gosto de poder dormir em paz.
E se quisesse me descrever ainda mais , aí sim ,eu pararia por aqui mesmo e imediatamente, porque tenham a certeza de que ,apesar de muitas coisas boas e outras ruins que tenho, a maioria boas já lhes enumerei todas e o que agora lhes teria para dizer, seriam todo o resto dos meus mais impublicáveis defeitos , quem sabe omitidos?
Perdoem, mas é uma questão de sobrevivência,não devo gerar provas contra mim mesmo!

SENTIMENTO DE CULPA E UMA CRISE DE IDENTIDADE.


                                 



Era desses homens que detestava ser anônimo.

 Falava alto na rua, tocava muito nas pessoas com se as quisesse trazer para si. Costumava dizer que, o que sempre desejou era ser era uma celebridade, mais tinha certeza de que jamais seria famoso, pois teria sido amaldiçoado por Deus, no dia em teria “feito mal” a sua prima, ela ainda nem debutante era e ele já um adulto e ainda ter exigido dela silencio sob ameaça física de consequências imprevisíveis. Naquele dia, movido por intenso sentimento de culpa, elaborou esta fantasia psíquica que lhe incitava a fechar-se para qualquer oportunidade desta sua única e insubstituível vida.

Então convivia com esta punição imaginaria que lhe gerava uma profunda lacuna dentro de si, sentindo-se pequeno, tolhido, incapaz, incompetente pela espada de lâmina afiada do
Criador constantemente, sobre sua cabeça e, sempre procurando algum motivo na vida para superar sua pequenez interior.

Uma delas era plantar árvore mais tinham que ser grandes, tipo palmeira imperial imensa mangueiras, eucaliptos, pois achava que árvores que não cresciam eram iguais a ele, portanto, pequenas, sem expressão e anônimas.

Árvores grandes apanhavam mais sol, respiravam mais ar, sentiam muito e melhor a força dos ventos e as rajadas de chuvas, enfim tudo aquilo que como ser humano ele não tinha conseguido alcançar. Era um arbusto espinhoso e retorcido típico das regiões das Caatingas nordestinas, esparramando-se em solo arenoso e cáustico, que queimava mais do que, as mãos do vaqueiro distraído quando pega o ferro em brasa para marcar o gado, pelo lado errado. Sente então a dor desmedida a que submete o animal.

Esta a dor que, ele também, sentia.

 Era a dor de ser um anônimo.

Sonhava com multidões o importunando, mulheres cutucando-o nos lugares por onde passasse sedenta de levá-lo para cama junto com sua popularidade. Era por isso que tinha ódio de ser anônimo, pois se sentia feio, sem o viço e a espetaculosidade dos famosos.


Nunca tinha dado um autógrafo. Isto o martirizava e ficava escrevendo seu nome nas brancas paredes do seu quarto, como se treinasse para um grande evento que lhe estava ainda reservado pela vida.Um mega-show no Canecão abarrotado de enlouquecidas fãs.

Era ácido, de difícil trato, indesejável, egocêntrico, feio e vivia rezando para chover, nos fins - de -semana, para estragar os planos de todo mundo, e assim diluir um pouco sua inveja nos outros, nos cornos e nos corpos fervilhantes daqueles que eram felizes e gostavam da vida.


Apesar destas distorções de comportamento tinha uma incrível e inusitada sorte com as mulheres, o que, porém ele atribuía - devido ao seu obscuro sentimento de autoflagelação social - ser uma mera atitude de compaixão por parte delas. Nada sincero!

E, também tinha muitos amigos que, ele os via com sua percepção doentia de anônimo neurótico, como uma grande equipe médica e estivessem sempre atentos  para levá-lo a uma sala de uma unidade de tratamento intensivo, após severo acidente vascular cerebral, fulminante.

Fantasias mórbidas!

Imaginava então, todas aquelas mulheres que lhes eram disponíveis e aqueles amigos, vestidos de branco, e ele na maca com paraplegia irreversível, rumo à escuridão eterna do anonimato sem retorno.


 É assim que pensava aquele homem que jamais percebeu que sempre fora o ator principal, o intelectual mais aplaudido, o milionário mais cobiçado, o mais laureado homem das artes, desta majestosa, única e insubstituível oportunidade que teve de nascer e continuar vivo, e não ter sido abortado, numa clínica clandestina de subúrbio, por sua mãe que jamais pensou em se desfazer dele e o via como a mais importante pessoa do mundo.


Afinal, só ele se considerava um inútil!

IRMANADOS NA DOR.



Uma cidade de duzentos mil habitantes aninhada no Estado de Santa Catarina e que antigamente se escrevia xapecó pela origem indígena do seu nome produziu um time de futebol, sempre considerado pequeno neste imenso e complicado balaio de grandes times de futebol, num país chamado Brasil , cinco vezes campeão mundial de futebol.
Um grupamento de jogadores que vive em clima absolutamente familiar, misturados em campos às suas famílias, e nos jogos, na plateia muitas crianças e casais não raramente abraçados.
Estava começando a voar alto, estes bravos jogadores da Chapecoense, assombrando o Brasil e no futebol tudo aquilo que espanta o Brasil, repercute imediato no mundo.
Até que o pagé de xapecó deve ter adormecido e o pássaro de ferro que levava seus amigos e camaradas, espatifou-se contra os obstáculos que sempre se antepõem aos pobres e pequenos quando estes insistem em botar a cabeça para fora das suas origens.
A Chapecoense estava começando a ficar grande, respeitado por aqui nestas terras Macunaíma e lá fora derrotando ilustres e imensos símbolos do futebol e o último foi o time do Papa,o San Lourenço da Argentina.
Para ser grande o pequeno deve enfrentar todas as mais perversas e ameaçadoras montanhas levantadas pelos poderosos, altas, por vezes instransponíveis, e nesta oportunidade fatal.
Ficaram por ali espalhados no campo indevido, antes de poderem entrar no campo desejado que era o do futebol.
Os pequenos e os pobres na maioria das vezes pagam com as próprias vidas suas legitimas pretensões de serem grandes, admirados e passarem a fazer parte do seleto cadinho daqueles que mesmo podem nunca terem feito gols, mas conseguem suas posições, comprando os juízes.
Foram-se quase todos os jogadores, morte estupida naquela montanha hedionda,jogo que não teve inicio, mas teve o falta fatal da sorte que os derrotou.
Cyro Aranha um conhecido e respeitado brasileiro, quando foi presidente do C.R.Vasco da Gama cunhou esta frase: “Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”.
E hoje, nesta triste data, fica emprestado para toda a população de Chapecó esta certeza.


                                                                                    


ACONTECEU DEBAIXO DO CHUVEIRO.




Eu era muito jovem e um dia pensei na minha morte. Estava debaixo do chuveiro e os pingos então começaram a doer no meu corpo como se fossem pedradas.
A idade foi chegando depois. Tinha muito medo do que estava pensando e achava tudo aquilo um desaforo pois afinal, me sentia imortal.
Hoje já muito menos menino e muito mais desaforado reconheço que o medo de morrer ficou guardado na minha inexpugnável caixinha de lembranças das coisas do passado.
Mas leva tempo para a gente reconhecer que é mesmo imortal!
Leva o tempo necessário para a gente compreender que só os infelizes pensam neste último ato e que quando encontramos a felicidade aí sim a certeza de que somos eternos.
Mas vou prevenindo se quiser ser imortal, veja as coisas materiais e a tendência à acumulação de bens com parcimônia e apenas as tenha, o suficiente para viver e ser feliz. Saiba também recuar. Saiba também reconhecer os erros. Saiba também ser melhor. Enfim, saiba!
E o maior dos saberes que podemos acumular e crescer sempre e apontado por aqueles que verdadeiramente nos amam.
E por falar em amor - e não estamos mais falando de nenhum outro tipo de amor e sim, exclusivamente agora do incondicional amor entre duas pessoas que se tornam uma, dois seres humanos que se entregam corpo e alma e suspiram juntos quando um ou outro ouve sussurrar em seus ouvidos palavras, frases ou o calor de lábios que se estalam fazendo que o tempo pare.
Tornar-se imortal e conviver com estes momentos de um eterno amor.
Então é muito agradável não sentir mais os pingos do chuveiro caírem como uma pedra sobre nossos atemorizados e infelizes corpos.

Portanto, espero todos vocês por aqui, para sempre. 

AMOR VERDADE.





Sabe o sinônimo de luz da eternidade? É amor! Este tal do amor que já foi escrito de todas as maneiras possíveis e que, no entanto, em nenhuma destas belas obras se comparam ao que é você senti-lo no coração.
E certa vez conversando com uma amiga ela dizia que não queria saber de amor pois, o amor doía muito, trazia em certas ocasiões muitas contrariedades e sempre dizia para ela que é impossível chupar sorvete sem derrete-lo.
E mais ainda, alertava para o fato de que uma dorzinha de amor, muitas vezes inevitáveis, mas não obrigatória, era muito melhor do que a dor de uma doença incurável que corrói o ser humano por dentro, flagela suas forças e nos faz sempre o trapo dos trapos esperando o momento de dar adeus à vida.
O amor tem dor própria sim, mas é muito sutil, vem como gotas de orvalho nos fazendo chorar o choro bom da saudade, mas não mata ninguém! Falo do amor, não das psicopatias a ele agregada. Isto é outra coisa. É doença. Estamos falando de amor como aquele sentimento maior que troca, divide, cuida, combustível da vida, essência maior da felicidade.
Quem ama vê pássaros, valoriza a lua, se encanta com as mil tonalidades das flores, sente um sabor mais apurado de tudo e de todas as coisas e quem duvidar disso, lembre o sabor incomum do beijo ansioso nos lábios da pessoa amada.
Há também aqueles que dizem que amar dá muito trabalho!
Como assim cara-pálida? Na minha tribo isto não é verdade.
Trabalho, isto sim, dá tudo aquilo que você faz e tem que realizar para ganhar o suado pão de cada dia e merecer depois disto a presença da pessoa que irá lhe fazer esquecer as dívidas e as dúvidas do dia de amanhã.
Quem acha que o amor dá muito trabalho é porque certamente nunca precisou quebrar pedra!
O amor é uma luz, intensa mas que não prejudica os olhos, quente mas amena, forte mas não bruta e serve para iluminar sim, nossas vidas por aqui e por toda a nossa eternidade.


MUITO CONFUSO!


                                                       
Quando eu começo a perder o norte,é sinal que o sul, o leste e o oeste estão igualmente embotados.
Sou homem de poucas habilidades de entendimento relacional, meio tosco, carrancudo e sincero demais para absorver tantos novos e nobres fluidos destes discutíveis modismos que já vão se consagrando nesta modernidade na era hipócrita deste "Politicamente correto".
Carcamano assumido, pouco letrado, sem sequer saber falar outra língua a não ser a pátria e muito mal, tenho procurado viver no meu canto, quadrado exíguo e enfurnando-me neste meu mundinho que não permite alçar vôos muito altos, pois meu combustível é sempre escasso, limitado e mínimo.
Sei muito poucas coisas na vida e atualmente,tão poucas que qualquer primata logo se afastaria de mim!
Não aprendi a fazer as trocas que hoje se fazem, isso por aquilo, aquilo por aquilo outro, e debito isso indubitavelmente ao fato de nunca ter morrido de amores pelo capitalismo das compras desmedidas e do toma-la-da-ca, meio cretino, sem alma , amor e apenas com muitos interesses em jogo.
Sou uma espécie em extinção, apenas naufrago daquele Titanic antigo e perdido em meio a tantos outras vitimas de um rasgo provocado por  um iceberg inoportuno no casco deste tecido social hodierno e que, já se rompe em infortúnios, e creiam porque não estava previsto a sua presença, ali e naquele caminho em meio a tantas águas. Mas estava lá.
É por esta razão que vivo olhando sempre para o lado com certa impressão de que sou apenas um remanescente ultrapassado e nunca um novo empreendedor, um herói destemido um profundo conhecedor capaz de saber fazer um futuro melhor.
Não saberei!
Aplaudo iniciativas pioneiras, mas particularmente estou encharcado de desconfianças e de culpas, não obrigatoriamente nesta ordem, mas desgraçadamente neste meu contexto existencial.
Tornei-me filho espúrio, bastardo e ilegítimo destas novas verdades emergentes,numa sociedade na qual o errado é que está certo e neste caso,a ofensa é colecionado como adorno, a libertinagem confundida com liberdade e uma indiscutível promiscuidade é nominada como um ajuntamento de nobres idéias e ideais convergentes entre pares, absolutamente iguais.
Então, peço para ser cremado entre os meus, absolutamente desiguais.
Por favor!
E acho que já estou falando demais.
Peço perdão,vou calar a minha boca!
Aliás, nem deveria ter aberto.



DAS NOSSAS DORES.



                                             

                                                                                   
A sua dor em mim é muito maior, pois, reverbera em ecos lancinantes que golpeiam e atordoam minha capacidade menor de absorver estes impactos.
Na vida preparei-me para quase tudo, mas, os seus sofrimentos, mesmo que eventuais, nunca estiveram na minha agenda de cursos preparatórios para enfrenta-los.
Lamento: Quer que eu minta?
Acho que sofrer junto com você é a forma que tenho encontrado para não ficar como um ser parasitário em admiração contemplativa e inútil, enquanto suas vísceras se contorcem.
Ver a quem se ama sofrer é muito mais do que a expiação de todos os nossos pecados cometidos, aqueles ainda em curso e os que,com certeza, iremos cometer no futuro, como ser humano falível, fraco, com pouca resistência e sem nenhuma vocação para super-herói.
É como se eu estivesse no Alasca cara a cara com um urso negro raivoso sem nenhuma arma para defender-me ou então quisesse ficar rico garimpando o ouro do solo sem nenhum maquinário próprio.
Assim é como me sinto: Inapropriado para conviver com a sua dor!
Tudo em volta perde o brilho, a graça, as formas se embaralham, o horizonte vem para cima da minha cabeça e a sua linha vira arame farpado que penetra em cada parte exposta da minha cabeça.
Dar assim para imaginar, sem a menor possibilidade real de comparação, como Cristo sofreu, pois o fazia pela humanidade!
Mas, também,quando um ser passa a ter a dimensão de uma autentica universalidade e representa uma vida dentro da nossa própria vida, fica menos difícil entender as razões pelas quais alguns fundamentalistas religiosos em holocausto, doam as suas próprias vidas por outras vidas.
Seus momentos de dor doem superlativamente em mim e acho que é este sentimento de acompanhamento, solidariedade e cumplicidade que me faz esperar pelo sol que brilhará depois de turvas e indesejáveis tempestades.
E o céu voltará a ser azul, cor deste seu menino!
Vai dar, sim, para ver você bonita de menina cor- de- rosa, expondo para quem tiver dúvida de que o amor é a única forma de absoluta possibilidade de superação de todas as dores.
Das suas e das minhas.

VOCÊ. COM . ETERNIDADE.

                                              


Tudo bem? Quero lhe dizer uma coisa. Conversas aquelas como nós dois sempre tivemos. E nelas, com elas e por elas até aqui sobrevivemos. Razão maior por nada entre nós ter sido efêmero, contrariando sociólogos contemporâneos que afirmam ter a nossa sociedade  e seus arranjos imediatistas, decretado a morte da permanência!
Muito mais arranjados e muito mais imediatistas para os nossos singelos e sinceros gostos estamos aqui, pé fincados na querência do nosso amor, cantado em sol maior, com harmonia que não destoa  e  muito menos enjoa, nem enoja os ouvintes aos nossos derredores contrários àqueles “... meninos quedos e taciturnos que olhavam em derredor de si com tristeza” como afirmaria na obra “O seminarista” Bernardo Guimarães, inesquecível poeta e romancista brasileiro que, na verdade, se imortalizou em: Escrava Isaura.
Escrava na qual não transformei minha eterna e doce companheira de amor chegado tardio, e  consolidado na elegância dos bons tratos e educados momentos que se perenizaram entre nós, vindos sempre de você.
Dançarina ou atriz, pouco importa, estas nunca foram as credenciais com as quais você tentou tirar o passaporte para esta nossa viagem de felicidade. Você sempre teve muito mais na sua Caixa de Pandora, muito mais na cartola de suas mágicas existenciais nas quais enverga, mas não quebra nunca.
Você é um momento de vislumbre diferente nestes tempos sombrios de hecatombes éticas e morais, a prova inequívoca de que o mal não é mais forte que o bem, o bom e nem do           correto que você sabe aspergir em múltiplas direções de mim, do meu corpo e do nosso amor transformando em santos suores nos quais me hidrato e rejuvenesço.
E mais do que tudo você fortalece meu lado guerreiro e que venham todos, pois se é para nos manter de pé, torna-la hígida de existência e saudável de pele com pele nas quais nos acariciamos, fique certa, serei inexpugnável.
Pensando bem, eu disse: Eu?
Desculpe, nem pensei em ser tão ingrato.
Na verdade minha força, robustez, intensidade e veemência são simples respostas à vida, da nova vida que você me deu.

E por tudo, obrigado meu eterno amor.