A OFENSA COMO ADORNO.

Quando eu começo a perder o norte,é sinal que o sul, o leste e o oeste estão igualmente embotados.
Sou homem de poucas habilidades de entendimento relacional, meio tosco, carrancudo e sincero demais para absorver tantos novos e nobres fluidos destes discutíveis modismos que já vão se consagrando nesta modernidade.
Carcamano assumido, pouco letrado, sem sequer saber falar outra língua a não ser a pátria e muito mal, tenho procurado viver no meu canto, quadrado exíguo e enfurnando-me neste meu mundinho que não permite alçar vôos muito altos, pois meu combustível é sempre escasso, limitado e mínimo.
Sei muito poucas coisas na vida e atualmente,tão poucas que qualquer primata logo se afastaria de mim!
Não aprendi a fazer as trocas que hoje se cometem, isso por aquilo, aquilo por aquilo outro, e debito esta conduta indubitavelmente, ao fato de nunca ter morrido de amores pelo capitalismo das compras desmedidas e do toma-la-da-ca,meio cretino, sem alma , amor e apenas com muitos interesses em jogo.
Sou uma espécie em extinção, apenas náufrago daquele Titanic antigo e perdido em meio a tantos outras vitimas de um rasgo, provocado por  um iceberg inoportuno no casco deste tecido social hodierno e que, já se rompe em infortúnios e creiam, porque não estava previsto a sua presença ali, e naquele caminho.
É por esta razão que, vivo olhando sempre para o lado com certa impressão de que sou apenas um remanescente ultrapassado e nunca um novo empreendedor, um herói destemido ou um profundo conhecedor capaz de saber fazer um futuro melhor.
Não saberei!
Aplaudo iniciativas pioneiras, mas particularmente estou encharcado de desconfianças e de culpas, não obrigatoriamente nesta ordem, mas desgraçadamente neste meu contexto existencial.
Tornei-me filho espúrio, bastardo e ilegítimo destas novas verdades emergentes,numa sociedade na qual o errado é que está certo e neste caso,a ofensa é adorno, a libertinagem confundida com liberdade e aquela indiscutível promiscuidade, nominada como um ajuntamento de nobres idéias e ideais convergentes entre os pares, absolutamente, iguais.
Então, peço para ser cremado entre os meus, absolutamente desiguais.
Por favor!
Só desta forma entraria de cabeça nesta tal da vida eterna.
Quem sabe?

RÉQUIEM DE NATAL PARA TODOS OS AUSENTES.

É Natal. Meia noite!Toca a campainha. A ceia está à mesa. Crianças para variar batem com a cabeça em todos os lugares da casa. Quando a gente é criança vive aranhando o corpo, depois que cresce as feridas são na alma. Todos os avós delas estão vivos, de todos os lados. Para a criançada isto significa uma loja inteira de brinquedos, transportada para dentro de suas casas. Afinal, avós são aqueles que já erraram uma vez e continuam agora, deseducando os filhos dos seus filhos. Suas missões é querer curtir as brincadeiras com os netos. As coisas sérias ficam para os pais, agora tão chatos como eles também, já foram! A dona da casa vai abrir a porta. Todos gritam.A criançada explode de alegria: É Papai Noel! Aquela barba, aquela roupa vermelha, aquele saco. E a criançada vai ao delírio.
-Entra Papai Noel, a casa é sua! - convidam todos.
-Ohohohoh, com vão ? Pergunta Papai Noel - com a criançada querendo arrancar-lhe o saco!
-Papai Noel, cadê meu presente-pergunta o menininho ansioso?
-E o meu Papai Noel? - dispara a outra menininha.
-Eu quero um vídeo game - pede o garoto viciadão nesta praga!
-Ohohohoh, calma todo mundo - Tranqüiliza Papai Noel.
A ansiedade é geral. Papai Noel coloca o saco no chão. Para espanto de todos, de dentro dele, saem duas crianças. Uma verdadeira escadinha de idades:2 e 3 anos.Não tem nenhum loirinho, nem branquinho.Papai Noel tira a roupa devagar.Por último a barba.
- Ariovaldo? Reconhece a dona da casa.
 Ariovaldo era esposo da ex-empregada daquela família que ali trabalhou durante 16 anos, falecida há dois meses atrás, vitima de anemia profunda e complicações cardíacas.
A família consternada abraça-o. E também aos filhos. A criançada não entende nada e continua a brincadeira. Ariovaldo” então explica:
-Antes de morrer ela estava revoltada, porque dizia que a Sra. fazia a melhor rabanada do mundo, e ela tinha certeza que este ano não iria comê-las. Então pediu para trazer as crianças para comerem por ela, e lá em cima ela ficaria menos revoltada. Aí fechou os olhos e morreu.
Ao terminar a explicação todos os adultos da festa emocionados começaram a cantar a música: Natal, Natal das crianças...
Aos filhos do Ariovaldo foram oferecidas muitas rabanadas. E sorriram. Então, aí sim, até as outras crianças entenderam!
Houve uma que olhou para o céu, e... Chorou!

EU SEMPRE LEMBRO TAMBÉM...



A Noite de Natal só será triste se você idealizá-la como  a pancéia para todos os seus conflitos atuais e, poderá ter momentos de depressão ,caso espere que, pela sua janela, certamente entre um príncipe encantado ou uma fada madrinha.
Se, infelizmente, estiver sofrendo e de forma crônica com qualquer doença indesejável e apostar todas as suas fichas que, com absoluta certeza, naquela mágica noite um milagre acontecerá, poderá sentir-se irremediavelmente , frustrado no dia seguinte.
Aquela relação familiar desastrosa com parentes indesejáveis os quais, sempre lhe trouxeram momentos de desequilíbrios e desentendimentos gratuitos, poderá não ser obrigatoriamente, solucionada, após a ingestão da terceira rabanada na ceia de Natal.
Seria muito otimismo!
Idealizações desmedidas, podem levar quem as faz , ao chão de um tombo indesejável e de maneira muito desastrosa, afinal, nada que nos é exterior precisa de forma mecânica e infalível, corresponder aos nossos anseios internos.
Porém, você terá todo o direito de num expressivo momento de desespero de causa, pensar como o famoso dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, quando dizia de forma sarcástica e debochada que:
“Se os meus fatos não corresponderem à realidade então, que se dane esta tal da realidade.”
Na vida sempre que pretendemos receber mais do que dar, lucrar mais do que dividir, capitalizar mais do que socializar, certamente o saldo destas ações egoístas e explícitas, apontarão para débitos e sempre recorrentes, em nossa conta-corrente existencial.
Por aqui, eu irei seguindo as lições daquele que nasceu neste dia e mudou a cara da humanidade, deu-nos lições definitivas e sempre de maneira bem simples, sem nenhuma intenção de parecer melhor do que nenhum de nós, porque sempre acreditou que, o próximo deveria ser amado como, nos amamos a nós mesmos.
 Eu sempre lembro também, que é do nosso caos interno que nascem as estrelas.

SUA FELICIDADE SÓ A VOCÊ PERTENCE.

                         

A felicidade é um peixinho frágil,colorido,muito bonito, inocente e pouco apto para sobreviver nos caudalosos rios da maldade humana,infestados de piranhas traiçoeiras e suas bocas mortais com seus afiados e imensos dentes destruidores de inveja.

O amor que constrói a felicidade humana e formata novas vidas através de sonhos antes impensados de serem conseguidos e que forja laços afetivos de entrega mútua e momentos plenos de euforia existencial,passa a ser para os olhares invejosos,muito atentos e infelizes de seres outros com seus corações carcomidos por buracos negros da miséria existencial, o inimigo número um.

Cuide-se, você que ama e é amado, neste mundo pegajoso de desgraças e amizades falsas,tão falsas quanto os sorrisos de ocasião, aqueles abraços sem calor e mentiras ditas em grupos, alegrando-se com sua alegria.

Cuide-se!

É da natureza de quem ama e vive o êxtase das paixões e momentos incontidos de felicidade querer aspergir,borrifar,dividir e distribuir entre todos os outros que os cercam seus plenos momentos de felicidade.

Mas volto a lembrar, você está exibindo seu peixinho frágil,colorido, muito bonito e inocente para as piranhas traiçoeiras e suas bocas mortais com seus afiados e imensos dentes destruidores de inveja.

Não me custou nada repetir.

E repita isso,você também, vinte e quatro horas do seu dia, se você ama e é amado, sonegue informação,não expanda seus sentimentos, não distribua seus melhores momentos,ninguém morrerá de felicidade ouvindo que sua vida renasceu,rejuvenesceu,recriou-se e seu sangue antes frio, agora queima de amor em suas veias.

Logo, logo, velhas bruxas dos reinos desencantados da desgraça humana irão com suas malditas vassouras voar sobre sua cabeça.

São velhas,feias ,infelizes e cheiram a carne deteriorada da podridão humana.

Fuja!

RENOVADO VOO.

Em algum lugar do presente, pressentia estar convivendo com toda uma vida que realmente já tinha acontecido e que agora , apenas sobrevivia para exultar em júbilos aqueles dias dos tempos idos.

Hoje o que eu tinha era apenas o som de uma compassada fanfarra de repetições de saudades, trechos de uma melodia acabada,densa e intensa,cujos tons maiores invadiam a pauta musical das minhas orquestrações plagiadas pois, só tinham significado,se reportasse ao que tinha ficado lá para trás.

Pelo menos até você chegar,pelo menos até você insistir junto aos meus arquivos afetivos já fechados pela impossibilidade de algo melhor do que já tinha sido possível acontecer e escancarar de novo no meu rosto, sorrisos incontidos e que, nem eu acreditava  ainda pudessem ter significados.

Mas têm!

Então entendo a plenitude e o vigor da alegoria de uma história que uns dizem acontecer, mais outros insistem em dizer que é mentira, qual seja, o fato da águia em decrepitude existencial, voar para o cume da montanha e trocar o bico, as garras, renovar as penas e ressurgir desta transformação para viver mais e muitos anos.

Eu nem quero saber a verdade disto, pois mesmo que seja lorota, esta historia da águia, eu a estou sentindo renascer em mim e também, estas novas garras, e com força suficiente para não deixar escapar a minha melhor e impensada presa destes meus derradeiros voos já tidos até agora, como improváveis de serem bem sucedidos.

Estava profundamente equivocado, pois voltei a voar!

O PIOR DE TUDO.

No amor , o pior de tudo é quando perdemos a espontaneidade,os atos ficam protocolares, as ações medidas e repensadas numa fatal fita métrica,onde cada centimetro de palavra proferida pode gerar metros de discórdias e incompreensões.
Fica muito chato isso tudo!
A gente passa a se sentir estranho,pouco íntimos e distantes ,como se nunca tivessemos rolado na cama de forma despudorada , animal, sem freios,detonando e implodindo gozos fruto de explícitas contravenções morais de luxúrias da carne e contaminada pela necessidade incontida de sermos transgressores amantes.
As incertezas passam a marcar então, todos os instantes, isso que era aquilo, fica com jeito de ser aquilo outro,as bocas não se abrem mais em nenhum gesto autêntico que antes procurvam o que morder, beijar,sugar e os lábios que ficavam gelados e tremiam de tesão quando dos corpos grudados escorriam suores do calor de peles que se roçavam, na dança de ventre com ventre,agora expõem um indesejável sorriso amarelo,contido e quase falso.
Ficou tudo muito pior e o pior de tudo são aquelas atitudes cansadas e meramente protocolares,tipo:
-Primeiro você..
-Não ,você primeiro...
-Bem,se você quiser..
-Mas , e você não quer?
-Sei lá ,tanto faz!
Rola uma lágrima no seu rosto, e depois tantas outras lágrimas imensas e incontidas que encharcam o travesseiro, e para não parecer um estupro,levanto depressa, me visto e bato a porta para nunca mais voltar.


CHOCÓLATRA.

Eu não queria que fosse assim e foi,nem pensei em fazer aquilo e fiz,nunca pretendi ferir e feri,cara sou realmente, um caso perdido.
Lições da vida nunca me bastam e tenho a certeza que o que acontece comigo é praga de gente invejosa, afinal, sempre que descubro as respostas, mudam as perguntas,procuro sempre guardar direitinho os melhores caminhos para chegar aos corações e os marco com traços de giz no chão, para nunca mais esquecê-lo e quando vou procurá-los, chove e as águas apagam tudo.
Isso é proposital,não podem ser coincidências, não podem.Afinal as coincidências devem ser imparciais e estas são sempre contra.
Então,quem sabe, uma rezadeira daria jeito.Mas rezadeiras destas antigas que não são de religião nenhuma , apenas,rezadeiras e de palavras truncadas que aconselham:
-Mizzi fio do jeito que sussê tá, o homi pode te ajudar . Sussê pega garrafa de marafo e de marafo que vou dizer nome e deita com garrafa de marafo duas noites seguidas, sussê vai ver abrir seus horizontes mizzi fio!- finaliza em tom de bruxa ou fada madrinha, tanto faz.
Vai que você leva fé nesta rezadeira, faz o que ela mandou , se apaixona pela garrafa e fica cantando e dançando depois dias inteiros, aquele negócio de sentar na boquinha da garrafa.Afinal , o amor não é lindo?
Esquece rezadeira,esquece tudo e vamos apenas nos lembrar daquilo que nós sentimos quando nos beijamos na boca ... aquele sabor de chocolate.
Duvido,que a gente se afaste!

SABE O QUE MATA O AMOR?

Eu ainda era muito menino e queria ter um estojo para guardar lápis de madeira,lindo envernizado com fotografias de super-heróis fazendo aquelas poses para impressionarem ainda mais as crianças.
Ganhei no dia do meu aniversário e fiquei absolutamente arrebatado e satisfeitíssimo com aquilo.
A tampa era de encaixe que corria em dois sulcos laterias pelas bordas da caixa e tinha medo de abrir para não quebrar nada,danificar o que eu tanto desejei por muito tempo e afinal,agora estava ali nas minhas mãos.
Ia para a escola com uma antiga,e não sentia nenhuma coragem de colocar a nova e bonitona em uso,nem sequer admiti a hipótese de que meus amiguinhos a visse.
Sabe lá se algum invejoso a quebrasse, ou quem sabe, outro mais afoito a roubasse de mim?
Nem pensar!
Para que nem meus irmãos não soubessem,enrolei a caixa de lápis num pano e a guardei , bem guardadinha em cima do armário e foi uma operação muito arriscada, pois tive que subir numa cadeira com os pés meio bambos, enfim...
Nem eu a conseguia mais ver, porém sabia que estava ali bem protegida e incólume das idas e vindas, naquela verdadeira redoma que não permitia que caísse ou quebrasse.
Muito tempo depois, minha mãe ao mexer na minha pasta de couro da escola e não vendo o estojo, perguntou se não a estava usando e disse que ela estava bem protegida e guardada.
Quis saber onde e mostrei e ela então a trouxe para baixo dizendo que deveria desfrutar daquilo e não fazer o que fiz.
Quando ela pegou no pano ele se esfacelou todo e lá dentro a caixinha tinha sido devorada pelos cupins.
Chorei muito.
Substitua agora minha caixinha de lápis pelo amor e não será difícil saber aquilo que poderá matá-lo.

UM LUGAR QUE TAMBÉM É O SEU CORAÇÃO!

Lembranças,momentos,odores,sol , ventos, brisas,paisagens e prazeres:Tudo isso é também o seu coração!
Um pássaro que se exibe ,um lago que enternece com um clima inigualável e então nos tornamos crianças e fuçamos tudo,queremos descobrir tudo,achamos em todos os lugares uma resposta que precisávamos,em cada canto,beco ou praça, um novo conto de fadas, em ruas sem asfalto a certeza de que o barro revitaliza os pés e não os suja, apenas pinta.
Cor de barro, poeira vermelha,alma enfeitiçada,nossa é muito bom que tudo esteja assim.
Então pare os relógios,desacelere a vida,segura esse tempo,nada melhor que deixar assim tudo como está, bem simples,boca com boca, corpos colados,grudados, impossível de separar.
Então deixa!
É pele com pele,troca de afagos,até dói de tanto amor,de tanta vontade de tudo,de mais do que tudo,de você.
Nem ligo se morrer agora.
Mas se puder ficar vivo muito melhor e tornar-me eterno,aí nem se fala.
Neste caso,prometo que em troca, levo você pela mão.
Quer conhecer a eternidade?


SEM PEJO E NENHUM PUDOR.

Troca comigo um pouco da sua juventude pela minha experiência acumulada de vida?
Pela minha experiência não lhe cobrarei nada, vai dentro de um pacote de generosidades, porém, por sua juventude serei capaz de pagar-lhe com cada gota de sangue do meu corpo.
Seu calor quase juvenil implode, aniquila e sabota minhas resistências e sôfrego, caminho para exaurir minhas forças, tornando-me presa fácil da sua pele que cheira a maresia é receptiva ao toque e encrespa, arrepia e fica toda eriçada a cada nova passada de mão sobre ela.
Sem pejo e nenhum pudor!
Abençoada juventude, curvo-me ante ela e, respeitando todas as idades, opto pela sua, ainda pouco contaminada por padrões de comportamentos que se sedimentam durante os anos e por vezes, transforma-se em barreiras de confronto que afastam o calor do contato por pura defesa, o que em você ainda não aconteceu.
Aproveitemos!
Minha jovem irresponsável,tenra,desmiolada e sem pacotes fechados de condutas,como eu gosto de compartilhar desta sua declarada liberdade e quase libertina maneira de viver.
Não me peça conselhos,exija simplesmente prazer!
Enquanto por aqui vou apertando o nó da gravata deste terno protocolar das mesmices de um homem de meia idade, você despe-se ,mostra-se,estufa-se,implode neste corpo mais- que- perfeito e tudo isso me arrebata.
Juventude mulher, troca comigo o que for necessário para que eu deixe de ser cinza,opaco e resplandeça para a vida em todos as matizes de cores que a felicidade possa me propiciar.
E não me ensine a viver!
Estou de saco cheio destes falsos sermões da montanha e falações velhacas aos meus ouvidos.
Sejamos absolutamente irresponsáveis,trocando você sua excitante juventude comigo, isso antes que, o ocaso determine que eu não possa mais sonhar em enroscar-me na sua plena e desejada vontade de gozar o mundo,como eu gozo no olhar intenso que dirijo ao seu corpo e que de tão profundo,chega a sua alma.
Corrompa-me com a sua juventude e prometo nem cobrar-lhe fidelidade, apenas viver!
Topa?

DA SÉRIE: MINHAS QUESTÕES FUNDAMENTAIS.

Posso ser frio, posso ser morno,posso ser quente e posso não ser nada!

Nem depende de mim,pois são os cenários da vida que irão determinar.

Quanto às injustiças de qualquer espécie sou sempre quente,fervo mesmo e parto para cima pois, detesto ver seres humanos violentados pelo que jamais cometeram.

Questão de princípio!

Sou favorável a vida em toda sua plenitude e extensão e reservo-me o direito de continuar achando que o aborto é um assassinato, excetuando-se aqueles já contemplados na Constituição Federal.

Questão de humanidade!

Acho que lugar de político corrupto , realmente é na cadeia, só me pergunto onde colocaríamos os eleitores que vendem ou negociam os seus votos.

Questão de coerência!

Sempre fui a favor da globalização da economia, desde que nesta economia globalizada o Brasil esteja sempre incluído e respeitado.

Questão de inteligência!

Amizades para mim são tão fundamentais como minha própria razão de viver, desde que, sejam amizades, e não moeda circunstancial de interesses unilaterais.

Questão de caráter!

Acho que o amor é o maior princípio de todas as coisas e, seja qual for a sua característica  afetiva, a cumplicidade, principalmente no amor romântico e que, gera laços de mútua entrega transformando o plural em singular, e dois em um só corpo, é a forma definitiva de torná-lo estável e duradouro.

Questão de felicidade!

TORÇO PELAS MULHERES,MAS NEM TODAS!

Perdoem!
Vou dizer a verdade.
Eu sei que isso na atual conjuntura do relacionamento humano é até considerado um jogo perigoso,careta e até por muitos,denominado de politicamente incorreto.
Mas, vamos jogar?
Então vamos.
O que está acontecendo com uma minoria, mas,expressiva e atuante parcela das mulheres?
A cartilha do ideário do movimento da emancipação feminina anda sendo rasgado.
Anda mesmo!
Mulher não pode ser só uma bunda, não pode ser só um corpo, não deveria aceitar-se como periguete, explicitamente declarada como garota de programa,atriz desavergonhada de filme pornô e muito menos querer profissionalmente crescer a qualquer custo nas empresas como se todos os meios justificassem os fins desejados.
E ir a uma balada,sem calcinha, para facilitar as seguidas relações sexuais, após beijar dezenas de bocas, é promiscuidade e devassidão,nada tendo a ver com liberdade da mulher e muito menos ser moderna pois, prostituição não tem época.
Identidade cultural feminina própria é a compreensão chave para o que está acontecendo.
Mulher não pode ter o comportamento de homem sempre tão combatido por todos!
Não, absolutamente.A emancipação da mulher não foi para isso.E agora,até corrupção ,ladroagem e alto índice de criminalidade, antes primazia dos homens, encontra nas gangs das loiras ou das morenas sua indesejável versão fêmea, o que é um verdadeiro filme de terror.
Homens marcaram a sociedade com sua identidade cultural própria, que se desgastou e a sociedade precisava oxigenar suas relações como um todo através das diversas instituições mas,o que estamos vendo,é ser colocado mais gás carbônico mortal nestes novos tempos.
Se uma expressiva parcela das mulheres nesta confusão de conceitos pensa que,imitando os piores defeitos dos homens estarão ajustando-se e formatando para si sua desejável e imprescindível identidade cultural própria feminina,cometem um engano definitivo.
Com este tipo de comportamento, estarão jogando no fundo do poço a última e grande esperança social, pela qual tanto lutamos.
Seria então preferível que , para não prejudicar a imagem de uma maioria de mulheres verdadeiramente coerentes ,voltassem somente a pilotar fogão, passar e lavar roupa e a noite a aturar búfalos no cio com a boca cheirando a álcool ,e como eram consideradas apenas um depósito de ejaculações dos machos predadores, que então continuassem a cumprir esta deplorável tarefa.
Perdoem!

EU SEI QUEM SOU.


Não me lembre quem eu sou.
Desnecessário!
Seria uma tarefa tão enfadonha quanto uma apresentação medíocre de uma ópera bufa de artistas monstrengos,inaptos,um bando de amadores que insistem em fazer arte.
Eu sei quem eu sou.
Pequeno e grande, generoso e egoísta,amado e odiado,servil e autoritário, enfim eu sou aquilo que deixaram,foram poucas as chances de tornar-me agradável,alguns tropeços me ralaram todo, não o corpo, mas, e principalmente, a alma!
Coisas internas.
Estas não sangram , mas inundam de opacidade a percepção da vida que fica muito mais cinza do que seria de se desejar.
Besteira dizer que sou o alfa,o ômega,brilho de cauda de cometa,esplendor de uma noite com todas as estrelas grudadas no céu e sem nenhuma ausência.
Sou palhaço de circo mambembe e escondo sim,minha tristeza,nas cores fortes de pinturas grotescas na cara e que, amedronta as crianças.
Até mesmo alguns adultos.
Não sei as razões.
Só uma vez ouvi dizer que eu era bonito de se ver e confortável para conviver.
Foi Deus, num sonho, mas Ele é suspeito.
Nem liguei.

ABSOLUTAMENTE, CONSTRANGEDOR!


Eu tenho absoluta certeza de que a pior das democracias é , sem dúvida nenhuma, muitíssimo melhor do que, a mais perfeita e melhor das ditaduras, se elas existissem!
A democracia não é uma, entre tantas soluções políticas de se ordenar e organizar o poder político de uma nação: É simplesmente a única!
Qualquer crítica que façamos ao nosso estado de direito democrático atual, deverá ser encarado como uma tentativa de mantermos esta conquista depois de vinte anos de arbitrariedades, falta de liberdade que nos envergonharam e cobriu de luto político a nação brasileira.
Mas vamos falar serio?
Nós merecemos melhores candidatos para consolidarmos esta nossa democracia.
O horário político gratuito na televisão- e por ser gratuito, não podia prestar mesmo- é um amontoado de inutilidades e gente, com raríssimas exceções, bostejando as piores insanidades e nunca sabemos, realmente o que esses caras pretendem fazer.
E não é possível que neste país de duzentos milhões de habitantes e uma as mais fortes e estáveis economias do mundo,só tenha a oferecer para os cargos eletivos, estas “coisas” tipo:



-Carlinhos da bica, Ferreirinha dos cabritos,Ancelma quebra-galho,Tonhão da Chuleta,Noroato dentinho,João Cotonete,Dilcinha Coxuda, Percival do Galinheiro, Beto do matadouro, Pedro Lingüiça, entre tantas figuras imprestáveis,eternos desempregados e oportunistas.



É o seguinte: Esse pessoal se fizer política como pensa, fala e se expressa, teremos que tapar os ouvidos mais um bom tempo,andar com as mãos nos bolsos e pedir que uma reforma política, venha logo e permita que cidadãos brasileiros de bem se atrevam a se candidatar e não corram o risco de serem confundidos com esta corja de analfabetos funcionais e futuros eméritos assaltantes dos cofres públicos .
Nem precisa ser vidente!
Porém , o detalhe é que reforma política terá que ser elaborada por eles mesmos e sabem quando será feita?
Quando eu, você, enfim a nação brasileira tomarmos vergonha na cara e pararmos de eleger estas mediocridades que ofendem a inteligência nacional.
Ao colocarmos esta gente no poder, estaremos jogando merda na democracia brasileira e sem a menor criatividade e humor, como pelo menos, Chico Buarque fez com a Geni.

TROCANDO SEIS POR MEIA DÚZIA!

A solidão é a presença mais indesejável,inoportuna,inconveniente ,inóspita...enfim, chega de gastar adjetivações para este relato de vácuo existencial e que assume tantas formas quanto às dores que ela propicia!
A maior ,seria o daqueles que para livrarem-se da solidão procuram multidões de amigos,passeatas de protestos, ruas , praças e avenidas entupidas de gente e afirmam que, certamente entre centenas de tentativas e encontros ou desencontros, terão finalmente, uma companhia,a cara nova,o arco-íris antes escondido atrás das nuvens,o filhotinho de cachorro lindo e irresistível que você irá,com certeza, imediatamente, adotar!
Não é bem assim!
A solidão, assim como os vinhos e os queijos, precisa de tempo de maturação certo.
Enquanto no seu interior,você não conseguir exorcizar os antecedentes daquela falta , avaliando e compreendendo as razões da perda, estará simplesmente trocando seis, por meia dúzia.
Quer que eu minta?

AMOR COM CONTROLE REMOTO.


É insegurança!

A mais descarada e explícita insegurança, quando querermos manter um amor sob o garrote vil de um controle remoto como, se o outro fosse, um mecanismo apático e sem vontades de um destes aparelhos eletrônicos.
Não ama, quem não dá liberdade,não ama que não confia, não ama que não acredita, portanto, no amor.

Amar é tão somente isso: Acreditar, e neste caso, nenhuma desconfiança sem base real é suportável, explicável ou permitida.

Ciúme é negação,jogo perigoso de confronto,arma letal contra sentimentos mútuos e reais entre aqueles que estão juntos por que querem e se não quiserem...Bem todos sabem a resposta.

Já dizia minha avó: " A porta da rua é a serventia da casa".

Portanto, joque no lixo seu inútil controle remoto,se é que você ainda, ou algum dia perdeu seu tempo usando-o.

E se isso nunca aconteceu, creia que você sabe amar em toda a plenitude desejável!

AGORA QUANDO OLHO,VEJO, E SE VEJO,REPARO E ENXERGO!


Quantos de nós vivemos uma vida apenas ollhando para as janelas?Seus contornos,o verniz que lhe cobre e a cortina, sem nunca ver o que está atrás da cortina,reparar nas multifacetadas nuances de coloração das luzes que lhe atravessam ou enxergar finalmente,lá fora, o mundo!

Quantos de nós olhamos para o céu só despertados quando passam os aviões de carreira e jamais vemos a leveza de nuvens em bloco de algodão,pois se reparássemos,enxergaríamos a inevitabilidade da mão de Deus,naquela obra de um azul em todas as matizes.

Quantos de nós só olhamos do corpo, o rosto, barriga, coxa e curvas, na maioria das vezes,sem vermos os pedidos ocultos que gemem naquela pele e deixamos assim de repararmos volumosas necessidades de carências explícitas,ou seja não enxergamos nada!

Agora,recuso-me somente olhar o mundo pois,passei no vestibular da maturidade das mais fiéis e necessárias percepeções qual seja,daquilo que se deve ter, ao ver a vida.

Passei a reparar que minha existência era superficial,óbvia, e insossa pois sem os temperos da realidade.Então quando enxergo você a vida passa a ser muito mais além,muito mais além das cortinas, muito mais além do que aviões de carreira,muito mais além do que só curvas em seu corpo e já não suporto mais a hipótese de não entrar em contato com sua alma e aninhar-me para dormir e sonhar, no balanço compassado do seu coração.

E alí confortar-me com a mais sublime canção de ninar!

Quer que eu minta?

SOBRE AMAR UMA MULHER!

(Este texto contém uma cápsula musical de amor a ser ingerida antes, durante ou depois da leitura).


A monumentalidade do amor apequena e amesquinha os arroubos e esperneios incontidos daqueles que insistem em ignorar as razões pelas quais, ao encostarem o rosto e fixarem olhares demorados um no outro, duvidem que suas vidas possam partir rumo a felicidade pois, apostam que só aqueles momentos fortuitos possam ser os mais importantes.

Contigo partirei , com a ajuda do nosso Deus, pois só o meu, não daria conta de tão sublime razão para morrermos juntos, pelo que for, desde que seja pelo nosso amor!
Esta seria uma boa razão para juntarmos todas as nossas divergências circunstânciais em perenes realidades e que não pode ignorar nossas partes, isso se estamos querendo definir o nosso amor, como um todo.


Fragmentados somos fracos,partidos indefesos,retaliados sucumbimos e só monolíticos e únicos , poderemos tentar voar muito alto e perto do sol, sem cometermos a insensatez de Ícaro,e suas asas coladas com a imprestável cera que derreteu no meio do caminho.


Significa dizer que nossas asas , serão presas às nossas esperanças com a rigidez do amor que explode dos nossos corações.
(Cápsula disponível,clique no link abaixo)
http://www.youtube.com/watch?v=ZOibvKukLMI&feature=related




O TOQUE DA BORBOLETA.



Ninguém nunca conseguiu exprimir em toda a sua a sua plenitude e extensão este verdadeiro filme de terror existencial que é a carência humana e seus desdobramentos inevitáveis.

Este atordoado e indesejável sentimento bate forte na nossa auto-estima, sangra dilacera e coloca em frangalhos a motivação para acordar e se tiver chovendo, e uma goteira estiver caindo numa lata vadia, vazia e do quintal, a vontade de continuar afundando o travesseiro com o rosto, passa a ser uma opção sem outras concorrentes.


Dói sentir o vazio. E nem é só a dor física .Não, não é! Muito menos só psicológica.É tudo junto e misturado com aquele ácido sabor de abandono e eventuais lacrimejamento incontidos,solavancos cardíacos como a querer dizer que aquela bomba mágica angustiasse no limite máximo da sua capacidade de esforço.
O vazio em volta que tem o silêncio sepulcral das mais milenares pirâmides egípcias em suas câmaras mortuárias subterrâneas.Ouvem-se até insetos se mexendo!

E quando uma borboleta em vôo desordenado , toca o nosso corpo,fica entendido que estamos vivos,uma singular força nos desperta e a fragilidade daquele corpo quase etéreo em desvarios acrobáticos no ar, alerta que ainda sentimos os toques e mesmo os mais involuntários, são muito bem vindos!

OS GRILOS DA VIDA.

Um brasileiro,carioca estressado,acumulando doenças psicossomáticas e entulhando-se de medicações para todos os males,comprimidos que ele esperava funcionassem como verdadeiras panacéias, não funcionaram.

Resolveu então sair pelo mundo e quando percebeu estava no interior de um vilarejo na China e ali ficaria por longos seis anos assistido por um mestre oriental, sábio e entendedor das coisas do ser humano, dos segredos da vida e dos relacionamentos.

Sentia-se, a cada mês que passava, como se estivesse sendo reformatado interiormente,suas dores principais foram se despedindo,rejuvenesceu,aprender a olhar e a sentir o vento no rosto e a olhar sem ódio ou inveja os seus semelhantes.

Um dia, após longa estada por lá, convidou o mestre a conhecer as belezas do Rio de Janeiro,seus encantos, afinal a cidade tinha acabado de obter o título invejável de patrimônio cultural da humanidade,pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Aqui chegaram,o trânsito infernal,o sol e o calor típicos da região eram companhias constantes.

O mestre foi convidado para passear pela Avenida Rio Branco e conhecer todo o acervo turístico e cultural ali existente, também.

Buzinas,acelerações dos carros, fumaceira,vozerio intenso dos pedestres , calçadas entupidas uma barulheira infernal e o mestre segura o anfitrião pelo braço e o faz parar,perto de um bueiro de água fluvial e pergunta se ele está escutando alguma coisa.

A resposta é negativa e o mestre garante que ali dentro um grilo estava cantando muito alto.

E decide que o discípulo ainda não estava apto a deixar o seu vilarejo pois, muita coisa ele ainda teria que aprender e principalmente, desenvolver a sensibilidde de poder perceber os mais simples e significativos valores da vida.


Os verdadeiros diálogos que a natureza tenta estabelecer com todos nós.

EXPLICA, NOVAMENTE!




O que faz um louco?

Loucuras.

Traduz isso aí.

Um louco trai a mulher amada , a espanca por nada, despreza os filhos,abandona o trabalho e, enfia a cara no álcool.

Ah, compreendi!

Incendeia a natureza,mata boi, ovelha, porco, galinha, coelhos para comer e mata elefante só para ver ele cair, e os jacarés, ursos, e outros peludinhos para fazer os casacos das madames.

Entendi.

Um louco o que faz?

Enche a cara de milagrosas cápsulas para acalmar, retornar a realidade, sarar suas férias passadas e espantar os fantasmas futuros.Um louco toma remédio o dia todo.E para emagrecer, cápsulas ordinárias compradas na internet para perder cinco quilos ou um pouquinho mais, come e enfia o dedo na garganta parar vomitar

É louco que faz isso?

Olha está ficando confuso...

Vamos retornar: o que um louco faz?

Pensa bem!

Lógico um louco incomoda os vizinhos, a família, é isso que um louco faz.

Ah, entendi.

E o filho entregue ao crack, roubando a mãe , ameaçando os avós sexagenários, vendendo o liquidificador, televisores, e outras quinquilharias como o cordão de ouro da mãe e roubando o relógio de pulso do pai para comprar mais e muito mais tóxicos...

Mas e o louco o que faz?

Continuo não entendendo.

O louco tem acessos , quebra tudo, é capaz de matar por nada,se suicidar por nada,infernizar a vida de todo mundo, por nada.

Ah, sim, agora estou começando a entender.

Cara,porque você não falou logo que todos nós somos loucos?

TODAS AS MULHERES DO MUNDO.




É título de um filme brasileiro que em décadas anteriores andou iluminando as telas dos cinemas, época ainda que cinema ficava nas praças, nas ruas e não,confinados em Shopping Center.

Em algumas praças do Rio de Janeiro, como a Sãens Peña no bairro da Tijuca, possuía nove salas de projeção.

Hoje, não tem mais nenhuma!

Se os cinemas refugiaram-se na modernidade , as lembranças de filmes como este ainda continuam soltas na memória de todos aqueles que viveram num mundo ao ar livre,caminhavam tranqüilos pelas ruas e namoravam nos portões das casas.

Todas as mulheres do mundo, um filme de Domingos de Oliveira,1967, com o ator Paulo José e Leila Diniz, conta a história de um homem predador que levava para a cama todas elas que, lhes acenasse com as incomuns permissões difíceis naqueles tempos de escassez , na qual sexo era muito falado, comentado,sempre desejado, porém restrito por selos de segurança que hoje, tem validade vencida.

No entanto, e apesar do filme parecer mais um do gênero , ele é muito especial e propaga uma mensagem que , em geral os homens tentam ignorar em função da teoria da suas ancestralidades antropológicas que os coloca como procriadores necessários e responsáveis pela manutenção da vida sobre a terra.

Na realidade o personagem que, sexualmente liberava com todas as mulheres e indistintamente,suas potencialidades de macho, em determinado momento é surpreendido pela mágica certeza de que na verdade, não eram todas as mulheres do mundo que ele tinha necessidade e sim, de uma,uma que verdadeiramente não o fizesse pensar em mais nenhuma.

É só isso.

Ou melhor, é tudo isso que o filme trata.

ESSA TAL DA FELICIDADE!





Viver aos solavancos afetivos, não diz bem quanto ao necessário respeito que devemos ter pela nossa felicidade!


Continuar a mesmice de uma vida insossa é só olhando pelo retrovisor das nossas mágoas ou desencontros, é ferir de ferro pontiagudo e mortal a essência de vidas que, podem celebrar a virada de mesa com o espocar de um foguetório que festeje uma nova vida de luz à frente e tão colorida, como um arco-íris dos sonhos que tanto acalentamos.


Esta sim,será uma tarefa nobre e imprescindível que honrará os compromissos de um viver mais intenso.


Afastar as hipóteses das improbabilidades ou incompatibilidades de ações ou reações adversas, é também, o que se espera de seres humanos colocados como top de linha das espécies vivas.


Tem que haver coerência, entre a monumentalidade deste ser com suas virtudes mais evidentes, e o aprender a jejuar e abrir mão de aborrecimentos em função da prazerosa tarefa de comer e refestelar-se,isto sim, numa abundante e suculenta feijoada de felicidade!


Em certos momentos não podemos aceitar o gosto sem nenhum sabor de um prato exageradamente macrobiótico ou vegetariano sem graça nenhuma, quando o nosso apetite por carne é predominante e com ele até acordamos sobressaltados à noite, sem podermos depois sequer, reconciliarmos mais o sono, pela ausência indesejável de um corpo quente e aconchegante o lado!


Sem mistérios nem enigmas, só é possível viver a integralidade de um amor que para nós, caiu do céu, e bem no nosso colo,quando não somos ingratos com este acaso e maravilhoso presente que, veio iluminar o que antes era só escuridão,tédio e frio indesejável.


Custa abrir os braços para um novo horizonte?

SOMENTE VINTE E QUATRO HORAS.



Sempre devemos nos dar a chance de vivermos as próximas vinte e quatro horas.
O que ontem era um céu de filme de terror e ameaçando despencar dele tormentas de dúvidas, incertezas e incompreensões ,de repente começa a livrar-se daquelas nuvens densas,escuras e pesadas e pasmem,até um arco-iris viola aquelas feias imagens,riscando-as de ponta a ponta,com cores exuberantes e reflexos indescritíveis.

Ontem morreríamos por qualquer coisa, até pelos mais banais dos motivos iguais àqueles poucos cinco minutos eternos e insuportáveis de atrasos de quem não chegava nunca ou, jurávamos que não resitiríamos a idéia de saber que o cachorro fiel escudeiro,amigão sem tréguas, iria ser castrado.

É assim mesmo, pois quando o céu das nossas vidas está de cara amarrada, qualquer cinco minutinhos de atraso nos fazem declarar guerra a todos os deuses do Olimpo e desafiar Zeus, o manda -chuva daquele pedaço celestial e metidinho a síndico prepotente de condomínio e para completar nossas deseperadas agressões, até espalhamos por ai que, Afrodite sempre foi uma tremenda baranga,um engôdo de falsa beleza disfarçada e formatada, isto sim, pelo Photoshop de uma história, muito mal contada!

E a castração do nosso amigo cão inseparável a transformanos na nossa e até imaginamos a dor que sofreremos e, ainda bem que acordamos sobressaltados.

Então, vemos que já é outro dia, o dia seguinte e que um pequeno, frágil,lindo e alegre canário belga se esgolea em cantos dobrados,saltitando entre os puleiros e cheio de vida , energia e encantamento,como se quisesse nos passar um recado contrangedor.

De que, ele mesmo preso numa gaiola, encontra sempre muito mais espaços de esperanças e alegrias no seu viver e cantar,do que a maioria costuma ter quando imagina que as passageiras dificuldades da vida continuarão a ser, somente, e todas elas, iguais àquelas vinte e quatro horas que não estão dando certo,mas que, certamente, irão passar.

Então,cante!

VISTA-SE PARA SE DESPIR!



Não devia ter lhe dado aquele vestido.
Verdade, não devia. Era lindo charmoso e irresistível!
Era com decote tomara que caia,meu modelo preferido pois acho que sempre existe a possibilidade dele cair mesmo.
Isso é pura imaginação, mais é minha e portanto...
Seu olhar de encantamento foi tão explícito e a alegria que invadiu você por todos os lados parecia que a vida se resumia naquele vestido que lhe dei.
Agradecia com uma insistência comovente .
Você levou algum tempo para vesti-lo e o fazia com tanto cuidado que parecia que eu lhe havia dado uma capa celestial,recortada de um céu com milhões de astros e estrelas cadentes, as quais colocadas naquele negro tecido,reluziam.
Mas só mesmo na sua imaginação.
E nunca você ajeitou tanto os detalhes de uma roupa no seu corpo, como o fez naquela ocasião.
Puxava daqui, acertava ali,procurava o melhor ponto no corpo para apoiar o resto.
Demorou muito,olhando-se de frente , de lado , de cima a baixo, e afirmava que estava bonito.
Não parava de dizer isso:
-Nossa, é muito bonito!
E finalmente,quando acabou ,disse que estava integralmente coberta, naquilo que chamou de seu manto de luz.
Então,apaguei a luz dele ao despir você.
Desculpe, o que fiz com você, naqueles tempos idos e saudosos,pois você vestiu-se para egoisticamente eu ,despi-la.
Não foi justo!
Acho que você já encontrou vestidos, muito mais caros e bonitos, e dados por outros homens menos ansiosos e talvez contidos.
Mas creia que ,você nua ficava muitíssimo mais bem vestida e imbatível.
Era aquela coisa de pele.
Que pele!
O seu vestido natural que, espero ninguém o tenha amarrotado.
Quer que eu minta?

SEM VOLTA.



Renascia sempre da podridão humana.Do lodo fétido das tramóias e incompreensões da vida com aquele odor típico de coisa tramada, ensaiada e finalmente, representada para os incautos espectadores daqueles pecaminosos fins.

Renascia sempre das imensas desilusões,desenganos e decepções sórdidas, provocadas pelas constatações que a teoria na prática era tão obscena como um ato incestuoso que, provoca prazer aqui e culpa, muito além da eternidade.

Mas sempre renascia ao devasso despudor da ingratidão, arma singela de bocas banguelas que só chupam o sangue vital das carótidas inocentes.

Continuava a renascer,predestinado a sofrer um pouco mais e até quando? E resmungava com a seriedade tentando enxotá-la, e vivia seu íntimo de atribulações como única forma de sentir-se vivo, em meio ao marasmo hipócrita das vinte e quatro horas protocolares de dias insossos.

Sempre renascendo, esqueceu de viver. Isso, não e só possível renascer, nascer de novo, escapar do ódio ou da inveja, da maldade e da ingratidão era muito mais necessário , viver cada momento, mas perdia-se querendo...só renascer .

E tentou, finalmente apenas viver.

Viver a vida melhor, a fatia doce e saborosa dos melhores dias, o chantili delicioso do quindim existencial cremoso,as frutas mais doces,o morango silvestre,uma esperança de voltar lá atrás e encontrar o menino que tinha espinhas.

Aquele jovem safado, filho único da heterossexualidade assumida que já naquele tempo escasseava,amante das coxas,dos lábios carnudos,das sacanagens não planejadas e prazeres avulsos aqui e ali.

Viver as bebedeiras benditas , a ideologia sagrada e tão infantil de reformador do mundo,respeitar para ser respeitado,não ferir para esquivar-se de ver o sangue irmão escorrer.

Viver, agora o impossível de tudo que já estava tão longe,coberto nas nuvens densas do passado invejado, e neste presente o que restava?

Era a triste realidade de que já não era mais possível viver,esgotado de tudo e impaciente com a vida que a cada novo e irrefreável minuto lhe arrastava mais e mais para debaixo dos sombrios sete palmos de terra .

E não podendo viver e sem razões para isso, só então compreendia que o sentido real daquele renascer sôfrego anterior, era a cortina que o escondia daquela janela que o colocava escancaradamente e de forma inevitável, frente a frente com a morte.

ESSA TAL DA EMOÇÃO!


No mundo efêmero dos sentimentos,no qual tantos chegam e muito mais depressa do que o desejado, dizem adeus às nossas ilusões, parece que a emoção finca pé e tende a tornar-se a campeã de audiências das nossas vidas.

Alegria ,tristeza, comoção,raiva a lista é intensa e extensa, e por isso temos dificuldade em classificá-las, mas as sentimos em maior e menor grau, diuturnamente.

Sou irmão siamês da alegria.

Devoto cristão e comprometido com o riso,sorriso,gargalhadas ,o tão decantado bom humor!

Descobriram até que alegria prolonga a vida .

Então, tenho certeza de que, procuro ser alegre por esta razão.

E a alegria precisa sempre de um rosto para lhe dar alma,tornar-se “made in” alguém, sim,alguém que nos faça rir e quando ri com a gente o mundo nem tem mais nada significativo,encerra-se ali mesmo e acaba por um momento na mais breve e linda forma de sentirmos entusiasmo por viver.

E no rosto, o que dá sentido àquela alegria, são os olhos , a expressão maior que garante uma felicidade eterna em contemplá-los.

Os olhos de um rosto alegre.

A vida.

O rosto.

Essas são as emoções que fincam pé na nossa lembrança.

E por esta razão mantenho meus olhos bem abertos nos seus olhos, como a melhor forma de ver muito além da vida e, no seu rosto , a eternidade da minha alegria.

A SEGUNDA QUEDA DA BASTILHA.



Em Paris, no dia 14 de julho de 1789, o povo invade e decreta a queda da Bastilha que era uma fortaleza na qual o regime monárquico e absolutista , amontoava em seu interior entre condenados comuns por deliquências sociais variadas, também muitos outros cidadãos franceses de classes desfavorecidas e inconformados militantes do povo, contra aquela degradação econômica da nação e na qual faltava o pão.

É , pão!

Enquanto a família real e seus agregados políticos se empanturravam em banquetes , festins e bacanais intermináveis, o povo morria à míngua e a nação francesa era uma balburdia ética, moral , econômica e política, incompreensíveis.

Foi a tomada da Bastilha o fato pioneiro que viria desaguar na revolução francesa e seus ideais libertários de liberdade, igualdade e fraternidade,princípios pétreos que consolidaram em todo o mundo a Declaração dos direitos humanos e do cidadão.

Estes ideais nunca foram plenamente atingidos a nível mundial porém ,sinalizam sempre um objetivo nobre e que, todas as nações curvam-se por aceitá-los, umas mais do que outras,dependendo da sensibilidade humanística e ideológica de seus governantes.

Hoje, em pleno século XXI, veio novamente da França que, integrada a uma Europa em sôfregas condições econômicas e mergulhada numa mixórdia de contestações sociais intermináveis, a segunda queda da Bastilha com a eleição do socialista François Hollande.

Isto porque, este socialista recusou-se durante toda a sua campanha eleitoral a colocar novamente, nos ombros do povo, as excessivas medidas restritivas de vida, e que mutilariam e sem piedade, qualquer perspectivas de um futuro melhor, em prol da preservação dos privilégios dos detentores do grande capital econômico mundial que, atordoados querem mais uma vez que a conta seja paga, por quem dela nunca se locupletou.

A França como caixa de ressonância política mundial, parece estar acenando a todos como uma nova forma de sair desta crise, encontrando nos ideários socialista uma saída honrosa que coloca o bem estar da coletividade, sempre e muito acima do que, qualquer privilégio individual.
Em última análise, aquele pão que faltou em 1879 , voltou a escassear em 2012, e será que uma era de novos ideais libertários será agora inaugurada por François Hollande, como aconteceu no passado?

MUITO CUIDADO!



Certa vez uma aranha conversava com a borboleta sobre a vida e os perigos que aqueles que nos cercam , eventualmente,podem nos causar.
A aranha dizia:
-Pois é querida borboletinha,precisamos ter cuidado com as abelhas.
-Ué, qual a razão?- pergunta a borboleta evidentemente, nervosa.
-Elas atacam em enxame e são poderosas e muito irritáveis.
-Nem sabia, obrigado.
-E qualquer desses pássaros vagabundos que andam voando por aí, de uma hora para outra podem com uma simples bicada, matar impiedosamente a gente.
-Nossa, chego a ficar arrepiada só de pensar
-Pois é ,precisamos muita cautela quando escolhemos nossas amizades, nunca se sabe...
-Estou ficando preocupada, amiga aranha, eu procuro ser boazinha com todo mundo, trato meus amiguinhos muito bem para evitar brigas e confusões, pois sou de paz.
-Borboleta, você é adorável e gosto muito de você, destas suas asas lindas e coloridas, você pode voar,encanta a todos com sua graça,beleza, transmite tranquilidade, encantas até as crianças...
-Você também, aranha..
-Não borboleta , eu sou detestada por todos,sempre pensam que sou violenta, que vou brigar,trazer problemas para todo mundo e sou muito diferente de você.
-Eu não acho, sou sua amiga, gosto muito de você e nem admito que ninguém fale mal de você perto de mim, pois a defendo sempre.
-Eu sei disse minha amiguinha.É por esta razão que preciso lhe falar uma coisa muito séria.
-O que aranha?
-Olha, querida tem um bicho por aqui querendo fazer uma maldade com você.
-É mesmo? Mas não faço mal a ninguém, quem é?
-Não posso falar alto, chega mais pertinho de mim,encosta seu corpinho na minha teia que vou falar bem baixinho no seu ouvido, quem é .
-Assim está bom?
-Está, borboletinha.A formiga saúva quer pegar você.
-É mesmo?
-Sim ela me falou, você precisa tomar muito cuidado.
-Chega mais pertinho borboleta que vou lhe dizer o que ela pensa em fazer com você.
-Mais perto ainda?
-Assim está bom ?
-Está.
-O que você está fazendo comigo, está me puxando para a sua teia e com essa cara de quem vai me fazer mal.Larga aranha, me larga somos amigas, lembra? Muito amigas. Não faça isso...
-Pois é borboleta,mas estou com muita fome e quando se trata da minha sobrevivência, são os que estão mais próximos que eu sempre devoro.




BATISMO

Estou publicando uma jóia de diálogo da atriz e blogueira carioca Angela Vasconcellos ambientado no calorento e não menos simpático bairro de Bangú, aqui no zona norte da cidade do Rio de Janeiro, no dia em que mais um bloco surgia e com um nome exatamente, como o carioca gosta: Engraçado!

Todos podem conferir, além desse, um punhado de outras postagens excepcionais, no endereço:

http://tracasetrapacas.blogspot.com.br/



BATISMO

Bangu. 180° a sombra. Vapor subindo. Cabeça quente.Nem e Zequinha do Bar jogam dominó e conversa fora.
- Colega, tá dando pra fritá ovo na testa.
- E eu num sei?
- Quanto tá fazendo, uns 45°?
- Por aí.
- Ainda tenho que pensá na fantasia do bloco.
- Tu vai mesmo fundá um bloco?
- Já tá fundado, só precisa de nome.
- Tem que sê fantasia leve, rapaz, se não o povo vai morrê no calçadão.
- Que calçadão, Zequinha. Vou levá o bloco pra outras parada. Tô querendo ir pra perto do mar. Assim, quando o corpo esquentá, o marzão refresca.
- Pediu licença na prefeitura?
- Num sei pra onde vou levá, cumé que vou pedir licença? Vou na marra.
- Vai dá pobrema!
- Que pobrema?
- A polícia vai mandá circulá, nem vai saí da concentração.
- A gente finge que desconcentra e vai mais pra frente.
- Olha lá, hem? Tu pode ir em cana.
- Cana, nada. Jogo um lero de carnaval e coisa e tal, digo que é um bloquinho de pobre e neguinho libera.
- Tu que sabe, né?
- Teu jogo tá moleza, tu tem pouca pedra na mão.
- Sorte é sorte, que que eu vou fazê?
- Vou morrê com esse catatau na mão.
- O bloco sai quando?
- Tô querendo no sábado porque domingo vou pro viaduto, vê minha escola passá.
- Tá encima do lance, Nem.
- Pois é.
- E tu num tem fantasia e nem nome.
- Mas, também, negão, com essa lua na cabeça, num dá pra pensá direito.
- Fora os mé que tu entorna.
- O mé é pra esfriá a estufa, sem mé o sangue ferve.
- Aí, bota fantasia de nenem, fraldinha e mamadeira de cana.
- É uma, Zequinha. Fantasia fresquinha e leitinho pra mantê a criança hidratada.
- E as mina vão de babá. Sainha, top e touquinha.
- Gostei. Pro calor que tá fazendo, é uma boa.
- Me avisa com antecedença, vou levá uns isopor no carrinho e faturo umas breja.
- Só se tu perdê uma mão de dominó. Tu só ganha de mim!
- Nem, só perco se não jogá.
- Tá legal, te aviso com antecedença.
- Cara, mas tá muito f#*a esse calor, inferno perde de Bangu!
- Bangu é o verdadeiro inferno do Rio.
- Que música a banda vai tocá?
- Tava pensando em fazê um repertório só de música que fala de calor.
- Manero, legal.
- Então, vou botá "que tudo mais vá pro inferno" do Rei, Alá lá ô, Pode vir quente que eu tô fervendo, essas parada, falá da quentura, que é a realidade da comunidade.
- Saquei, vai protestá, né?
- Também, mas eu vou é me esbaldá.
- O pessoal tá bem animado.
- E eu num sei?
- Tá todo mundo na maior pilha.
- O nome é que tá pegando.
- É, tá mais que na hora de tu bolá o nome.
- Tô achando que vou copiá o nome de um bloco de bacana.
- Nem vem com Banda de Bangu!
- Que isso, rapaz, tu acha que vou copiá Banda de Ipanema? Neguinho aqui é macho!
- Nem todos, né?
- Mas não liberam a franga.
- É, fica tudo na moita.
- Não, tem que ser um nome que case com o lugá que a gente vive e com as música que nós vai tocá.
- Vai falando aí os nome dos bloco da zona sul.
- Num é só zona sul que tem bloco de bacana, não. Tem o "Imprensa que eu gamo".
- Esse nome é du car*#*#o!
- Num é? Tem o "Simpatia é quase amor", tem "Carmelitas", tem "Gigantes da Lira", tem "Suvaco de Cristo", tem...
- Achei, Nem, achei o nome do bloco do inferno.
- Bloco do Inferno?
- Não, cumpadi, " Quisila do Capeta"!
- Hem?
- Num tem "Suvaco de Cristo"? Então, Bangu tem "Quisila do Capeta"! O suvaco do demo é a "Quisila do Capeta"!
- Genial, Zequinha, tá batizado!
- Agora, joga Nem, antes que as pedra do dominó derreta.

SORRISO NA BOCA DE UMA MULHER!





Um sorriso de mulher incendeia qualquer canavial de amor que estejamos cultivando como safra única, e cuidadosamente, regada ,com carinhos e merecidas atenções sempre que o almejado, seja uma colheita generosa.

E com certeza de muitos caules que serão transformados no açúcar nosso de cada dia e, quem sabe, numa consistente rapadura de doce e eterna paixão.

O homem que resiste ao sorriso de mulher é um doente inveterado, sem alma e desnudado de sentimento, absolutamente nu de graça, jeito e sem nenhuma possibilidade de ir para o céu.

Vai curtir é no purgatório da sua pós vida um merecido sofrimento por não ter valorizado o sorriso de uma mulher.

Pois ele, pode ser o veneno e antídoto, morte e vida, luz ou treva, sorte e azar,mundo e o fim dele, depende de como é tratado .

Então, o que falta para que um homem respeite e adote o sorriso de uma mulher como seu talismã dos eternos encontros e extasiados momentos de celebrações únicas de gratidão?

É tão pouco e é tudo, se faz entre dois lábios e uma generosa aparição de dentes, acompanhado com um dobrar de pregas e o franzir de dezenas de músculos da face.

Está aí a definição fisiológica do beijo, mas isso é tão pouco!

A grande verdade é que, sempre se deve ao final de um sorriso da mulher, eleita no escrutínio universal e votação secreta das nossas opções afetivas, calar-lhe e tampar-lhe a boca com uma demorada resposta de agradecimento e a mais ardente possível, sempre com um beijo não-técnico.

Daqueles que ela possa ter a impressão de que, nunca antes tivera sido beijada assim, na sua vida!

QUANDO CRIANÇA. QUANDO ADULTO!


As fases inevitáveis do nosso crescer,passar disso para aquilo,desejar mais tantas outras coisas do que, outras coisas tantas que, antes desejávamos ,é deixar de ser criança e nos tornarmos adultos.

Inexorável,irreversível é todo um processo.


Simples assim!

Quando crianças costumamos machucar o corpo e os tornozelos, canelas, braços , cotovelos e cabeça, são nossos alvos preferencias de ataques deles contra aquilo ou daquilo contras eles.

E como ferem, vivemos pintados de muito mercúrio cromo, enfaixados com gazes,colados com esparadrapos e eventualmente , quando o ferimento quebra, nos imobilizam com gesso.

As marcas que ficam são visiveis, externas,explícitas e contundentes.

Quando adultos, machucamos a alma!

Ferimentos insuportáveis, sufocantes e indesejáveis!

Não ficam expostos, ninguém vê depois as cicatrizes, sorrateiros nódulos, escondidos lá dentro como ninhos abandonados pelos pássaros filhotes e a mãe que se perdeu, na fúria incontrolável dos ventos e chuvas devastadoras.

Acho muito mais perigosas as brincadeiras dos adultos.

Quer que eu minta?

EU NO OUTONO!









O sol na estação que foi embora,iluminou muito fortemente cada porção de nós, bronzeou e explodiu em calor as menores centimetragens das nossas peles e ofegávamos em suores por entre ruas e nos esbaldávamos em exposição nas areias quentes das praias.

Certa economia de roupas ou nudez parcial era consentida no convívio diário e o conjunto da obra dos corpos era mais generosamente mostrado,admitidos como coisas de verão!
O outono baixa um pouco nossa bola ,diminui a freqüência cardíaca,prepara para as amenidades que por ai virão a partir de junho com um inverno meio verão, meio outono , meio tudo, principalmente nestas terras abaixo da linha do equador.
E depois com a primavera irá continuar a florescer tudo novamente dentro de nós.
Que venha o outono, outono austral do hemisfério sul e seu amarelar das folhas e prepare a natureza e a todos nós para continuarmos de estação em estação aptos a não perdermos o trem da vida, das esperanças e fantasias maiores e essenciais de nossa existência.
Um trem que envelhece, mas continua nos trilhos.
Quanto a mim prometo, em posição de genuflexão respeitosa, ver este outono como me lembrou Mario Quintana ao dizer que :
“Uma borboleta amarela? Ou uma folha seca que se desprendeu e não quis pousar?”
Não verei nenhuma folha seca amarelada que se desprendeu e não quis pousar e sim, borboletas multicoloridas que delas se transformaram que irão encantar-me com seus vôos para que eu continue a acreditar que já sobrevivi a tantas outras estações vida afora. É assim que verei as folhas mortas e amareladas em seus despencar derradeiros.
E estas minhas razões são de absoluta coerência pois,opto neste outono por continuar vivo!
Voando.
Quer que eu minta?